A vida é bonitinha.
Sim, se você quiser, ela pode ser bonitinha. Ela pode ser uma gracinha!
Porque afortunado mesmo é quem sabe perceber a fortuna que tem.
Está na buganvília que colore o outro lado da janela. Está no bebê que ri sem parar, mesmo sem ter um par de sapatos para proteger os pés do cascalho. Está naquela coisa que você queria tanto, e que saiu exatamente como desejava.
Os anos vão se passando e eu ainda não conheci ninguém que tenha sido capaz de me convencer de que existe motivo suficiente para não se sorrir ao menos uma vez todos os dias.
Aprendi a deixar pra lá, aprendi a não me importar. Aprendi que existe tanta gente, mas tanta gente nesse mundo, que não é possível que não vá ficar tudo bem. Aprendi que cada segundo é a chance perfeita de mudar o que se quer mudar. Mas, acima de tudo, aprendi que, não importa para onde se olhe, sempre será possível enxergar algo de bonito.
Então se posso me ater aos mínimos detalhes, por que me ater aos feios, aos que me incomodam?
Ser água com açúcar de vez em quando é bom também.

